Definições indefinidas... De você... De mim.. Do amor...

Hoje quero falar de amores... Sim estou meio passional por dentro...
Não sei explicar... Sei apenas sentir e sentir já é insuportávelmente complexo...
As vezes me pergunto o que é o sentir? Teria o amor definição?
Essa angústia, esse medo... Essa alegria, esse contentamento descontente.
Ao longo da história a mulher vem conquistando mais e mais... Mas ainda não descobrimos como evitar que o amor machuque, como não permitir cicatrizes tão profundas e tão doloridas.
Como gostaria de descobrir uma fórmula ou jeito, maneira de tirar você de mim...
Ah... Essa dor, Essa saudade... Esse sei lá...
Estou diante de ti, e o coração dispara a boca fica seca, e não consigo emitir um único som, fico paralisada e tenho a impressão que o ar ficou pesado demais...
A minha amiga Simone do blog http://textosepretextos2010.blogspot.com/ Escreveu um texto e gosto particularmente deste trecho " Está longe, mas tão perto, á distãncia de um dedo... Inacessível e todo meu...proibido, mas tão disponível...
Fala-se muito em mulher bem resolvida, inteligente, forte, sedutora, independente e blá, blá, blá... Mas o amor não é um jogo de cartas marcadas...  É imprevisível, alucinante em uma fração de segundos, uma palavra mal entendida põe tudo a perder... E são tantas as formas de amor e de amar...



 Amores passageiros e duradouros

O amor passageiro seria aquele com caráter aventureiro de “fogo de palha” e o amor duradouro, ao contrário, seria estável, permanente.

Amor esquizóide

Este tipo de amor é contraditório e desajustado. Ora ele é avassalador, ora indiferente. É como se ele obedecesse a lei do tudo ou nada, o que causa uma grande tensão no casal, isto é, tanto naquele que sente o amor, quanto quem o inspira.

Amor paranóide

Este amor cresce e se mostra exuberante. O amante facilmente conquista o ser amado que logo será transformado no ser objeto. Ele é “extremamente egocêntrico, imperialista e absorvente, logo se enche de ciúmes e exigências que torturam e inibem a quem o recebe: discussões freqüentes, violências e cenas injustificadas” (1972, p. 150).

Amor hipomaníaco

Este amor também é exuberante. É alegre, feliz, descontraído, atraente e baseado principalmente na raiz genital. O amante hipomaníaco tem pressa em viver o máximo de suas emoções com seu par, esgotá-la e logo trocar o par por outra pessoa, e assim, sucessivamente. Ele busca seu próprio prazer, a satisfação de suas necessidades de forma intensa, mas, não se envolve na relação, sendo esta rápida e superficial. Procura constantemente esgotar ao máximo sempre novas sensações e esquecê-las com muita facilidade.

Amor pessimista ou melancólico

Ao contrário do amor hipomaníaco, este amor está revestido de medo e até de ressentimentos. Ele precisa de força e de desejos, pois o que ocorre é que suscita mais compaixão do que a paixão. O melancólico é pessimista, não consegue desfrutar dos prazeres da vida, é como se caminhasse para a morte. Ele próprio se condena e se encarrega de arrastar pesados fardos que exauri suas forças.

Porque quem sente o amor melancólico vê seus perigos e não goza de seus benefícios, sofre de suas dúvidas e não desfruta de seus atrativos, pede e não dá, não engana, porém, desengana, exagera os obstáculos e diminui os recursos para transpô-los...”. (LOPEZ, 1972, p. 151)


Amor ansioso

É o amor que deseja com paixão e se angustia. Ele não tem equilíbrio ou meio-termo. Oscila entre dois extremos: de entusiasmo delirante da alegria ao desespero trágico, ao pavor. Isso através do desgosto, do medo, da preocupação, da dúvida, ou seja, tudo que envolve a ansiedade.
O amante não é capaz de desfrutar do amor normal, de sua serenidade, de ser correspondido, se caracteriza por decorrer do sofrimento, não conseguindo descansar e encontrar sossego. Isso caracteriza o drama do ansioso, pois faltam-lhes a objetividade e a lógica.

 Amor mortal

Este tipo de amor é alimentado pela raiz tânica; é pessimista, só pensa em abstrações. A pessoa que vive esse amor resume seu gozo em morrer, em sacrificar-se, em sofrer, renunciar a tudo o que possa ter o sentido de criação e vitalidade. Gosta de acumular obstáculos e dificuldades para cair vencido sobre eles e não vencê-los.
Essas pessoas escolhem o parceiro inválido e estranho, de um modo mais ou menos inconsciente elegem o objeto amoroso que seja menos indicado para retirar dele uma fonte de estímulo. “Essa eleição não é tanto por um impulso de caridade como por um desejo de acumular sofrimento no caminho, até o repouso eterno, que realmente é o fim ansiado: quanto pior se viva mais justificada está a morte” (LOPEZ, 1972, p. 153).


Amor imperialista, sádico e tirânico

Este amor tem como característica o orgulho, é nutrido pela vaidade, torturado pelo ciúme. O dualismo entre os dois anseios, amar e ser amado não é relevante; a pessoa tem o desejo de ser obedecida e venerada.

Todo o interesse demonstrado para destacar os valores pessoais do cônjuge resume-se no fato de que, quanto mais se faça valer a este, mais mérito tem sua submissão e sua devoção, sua conquista e sua rendição ante o ‘dono’ (ou dona) de seu amor”. (LOPEZ, 1972, p. 154)
as pessoas que vivem o amor absorvente e sádico são capazes de todos os ridículos, de rebaixarem-se e degradarem-se moralmente, de prejudicarem-se e perder a honra e a vida nesse cego afã de englobar e fagocitar, de um modo absoluto e completo, o ser que julgam amar”.
(p. 155)

Amor lúbrico

Corresponde ao amor sensual. Os amantes se envolvem a fim de satisfazerem os impulsos sexuais, nada mais além disso. Dedicam-se a descobrirem-se anatomicamente, aplicando a esse desejo manobras eficientes com o intuito de estimular e aumentar os gozos sensuais.

Se esse tipo de amor é igualmente sentido por ambos, pode durar bastante tempo, ainda que não alcance nível digno de consideração psicológica. Se somente é sentido por um dos componente do par, depressa cansará e enjoará do outro, que terá, entretanto, dificuldades para desfazer a união...”. (LOPEZ, 1972, p. 155)

Amor intelectual, criador

Este amor está sobre o dinamismo da colaboração, doação dos fins, metas e esforços complementares do par.
Na relação existe mais companheirismo e amizade de que um real intercâmbio erótico.“Quando ele se manifesta por igual nos dois componentes do par, estes se acham mais interessados em amar sua obra, que mesmo em se amarem” (p. 156).

Fala-se muito de amor de amar, mas será que o ser humano é capaz de entendimento tamanho de um sentimento tão complexo, como descrito a cima que se manifesta em tão diferentes formas? Diz-se que é possível separar amor e sexo, amor e amizade...
Sinceramente eu não sei imaginar  amor sem sexo, ou amizade sem amor, já dizia Rita Lee que Amor é bossa nova e sexo é carnaval...
Bom continuo minha busca incessante do amor pois o que tenho são definições indefinidas... E dó, dói, dói...
" Se estou contigo, meus pés parecem não tocar o chão... Se vai a saudade me consome a cada minuto da tua ausência como fogo...Como ácido corrói inexoravelmente minha existência e você? Se foi mas ficou tatuado em mim de forma indelével"... 

Bjinhos doces e carinhosos.














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