VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA.

Olá, sei que devem está pensando porque ela não se separa?
Mas, não é tão simples assim.
A vítima de Violência Doméstica, geralmente, tem pouca auto-estima e se encontra atada na relação com quem agride, seja por dependência emocional ou material. O agressor geralmente acusa a vítima de ser responsável pela agressão, a qual acaba sofrendo uma grande culpa e vergonha.
 A vítima também se sente violada e traída, já que o agressor promete, depois do ato agressor, que nunca mais vai repetir este tipo de comportamento, para depois repetí-lo. 
Em algumas situações, felizmente não a maioria, de franca violência doméstica persistem cronicamente porque um dos cônjuges apresenta uma atitude de aceitação e incapacidade de se desligar daquele ambiente, sejam por razões materiais, sejam emocionais. Para entender esse tipo de personalidade persistentemente ligada ao ambiente de violência doméstica poderíamos compará-la com a atitude descrita como co-dependência, encontrada nos lares de alcoolistas e dependentes químicos .

Dezembro de 2010, dia 28.

11:45 da noite de sexta-feira.
_ O que tu pensas que está fazendo? Onde achas que vais chegar?

Do outro lado. Ele dispara.

_ Porra!! O que tu queres? Estou com meus amigos.

_ Tu está acabando com o nosso casamento, não suporto mais isso.

Um ódio crescente a fez expressar toda sua raiva e frustração.

_ Não me casei para passar as noites sozinha, enquanto meu marido fica nos bares.
_ Cara eu não quero te mandar pra aquele lugar.
_ Quer saber, não quero mais está casada contigo, sai da minha de vida uma vez.
As palavras saiam num turbilhão enquanto lágrimas banhavam sua face.
_ O que? Repete ? Pedia com sarcasmo.

Duas horas mais tarde ele chega a casa.
_ Anda! Sei que está acordada vamos resolver isso agora. Gritava enquanto caminhava pelo quarto tal qual fera faminta e pronta para devorar a presa.

Ela temeu...
_ Não tenho nada para falar quando estiveres sóbrio conversaremos.

Ele a arrancou da cama com violência.
_ Porra nenhuma quero resolver agora!!
_ Pare com isso, por favor se comporta como um louco.

Ele a segurou pelos pulsos a sacudiu gritando.

_ Sua vagabunda, tu não presta, não passa de uma puta.

Aquelas palavras a atingiram com a força de um soco no estômago.

Ele ameaçou ir embora horas mais tarde voltou.

Era estranho aquele sentimento de amor e ódio quase na mesma proporção.

E pior os filhos a tudo assistiam com os olhos marejados e indefesos...

No dia seguinte pela manhã.

_ Tu és um miserável não te suporto mais. Gritava entre soluços.
_ Sua vagabunda, aposto que tem outro cara há muito tempo tu não me queres.

E mais uma seqüência de insultos, depois ele saiu e só voltou tarde da noite.

Continua...

Bjinhos carinhosos.

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