MÃE... MULHER...


Antigamente mulher era apenas vista como um mero ser cujo papel era basicamente o de geradora de filhos. Para isso, tinha de se desprender do papel de esposa e, então, exercer a função de cuidadora das pessoas e do lar em que estava inserida. Hoje, a sociedade exige da mulher vários papéis. Cuidar da casa deixou de ser o único afazer de quem, hoje, precisa dividir o tempo entre o ser mãe e ser profissional. Todas as atividades, entretanto, precisam ser executadas com perfeição - coisa que quase não é reconhecida diariamente por quem está ao seu redor, sobretudo os filhos.
É importante lembrar que essa reviravolta no comportamento da mulher trouxe à tona um conflito: como se dedicar à maternidade se o mercado de trabalho está cada vez mais competitivo?
É fato que a excessiva carga de trabalho traz alguns pontos negativos. Em alguns casos, percebe-se que muitas mulheres não conseguem desempenhar com afinco o sonhado papel de mãe que desejara. Como é preciso se adequar a uma rotina de horários específicos, é cada vez mais difícil conseguir tempo para acompanhar o desenvolvimento maturacional e emocional de seu filho. Momentos como o primeiro balbucio e a fala da primeira palavra acabam sendo perdidos. Uma fase maravilhosa da criança que, infelizmente, alguns pais deixam passar despercebido e quando se dão conta desse acontecimento magnífico o filho já não poderá voltar para fazê-lo.
Hoje ser mãe não é apenas ser geradora, protetora, carinhosa, amorosa, entre outras características que envolvem este papel de mulher na atualidade, é também trabalhar fora, mas sem se esquecer de seus afazeres maternais; é acordar cedo, chamar o filho, dá banho, arrumá-lo, fazer questão que todos estejam à mesa para tomar café, fazer seu lanche e levá-lo para escola. Perguntar para a professora como está seu comportamento em sala de aula, é preocupar-se se está indo bem e se está aprendendo algo valioso. É reconhecer quando está errando na educação do filho e procurar ajuda para tentar consertar. É ir trabalhar, mas ligar para a escola e saber se ele ainda deu febre, entre outros inúmeros exemplos que poderia citar e mesmo assim não acharia todos.
Ser mulher na atualidade não é somente dar a luz, é criar. Ter o dom de criar alguém não é dado a qualquer mulher, mas o dom de ser mãe é uma dádiva.
Ser mulher na atualidade não tem hora para começar e parar a exercer tal função, é não ter noção de quanto é bom repetir para o filho que o ama, é perder as estribeiras quando alguém o machuca, é dizer milhões de vezes que ele é o filho mais lindo que existe no mundo e virar uma fera quando alguém fala mal dele. É trocar experiências com outras mães, é nunca se cansar de falar do filho, É se compadecer da dor de outras mães, é defender o filho de tudo e de todos, é protegê-lo de todo e qualquer perigo e ficar acordada altas horas da madrugada esperando ele voltar das baladas É ligar para saber onde ele está e se está bem, é se preocupar se comeu bem, se dormiu bem, enfim, ser mulher na atualidade é ser fundamental na vida de todos.
Fonte; O jornal Pequeno 
Por: Luana Karla Noronha Cantanhede*
 
*Psicóloga do Centro Infantil Vila das Letras.www.viladasletras.com
"LAMENTO DE MULHER"
É inverno, lá fora cai chuva fina, porém incessante, assim como as lágrimas que molham meu rosto, queima e inunda meu coração que gota a gota se desfaz.
                                                      Senhor? Para que fizeste a mulher?
                                                Além de no parto sofrer dor inigualável?
Além de perder o sentido da vida.
  Se o filho se vai?
 Deixando cicatrizes que jamais saram?
 Além de sofrer preconceito.
Se Negra...
Se muito magra...
Se acima do peso...
Se sua orientação sexual foge aos padrões supostamente aceitos pela sociedade.
Se pobre...
Se rica..
Se feia...
Se bonita..
Se loura...
Se baixinha... E
Se...
Deus!!!!!
Vai aqui meu lamento. Ai de mim mulher,
Humilhada... Violentada...
De infinitas maneiras, quantas atrocidades e injustiça se faz contra este ser.
Até quando rolará em minhas faces já cansadas tantas lágrimas de tormento?
Até quando serei eu esse ser inexistente numa existência macabra?
Quanto tempo ainda  ei de chorar?
Pelo filho nas drogas, tráfico e afins?
Pela filha ainda menina abusada, pelo pai, padrasto, irmão, tio, primo e...
Ou ainda encarcerada em um pseudo casamento ?
Com um pseudo homem a aprisioná-la, segregá-la, multilá-la, dia- a- dia, matá-la.
Sufocando calando sua voz, minando sua autoestima, destruindo-lhe os sonhos.
Com desrespeito, traições, afundando-a cada vez mais na escuridão do seu eu.
Mulher... Forjada no frio mármore da impunidade.
Muda pela dor...
Única pelo que suporta...
Lúcida na loucura do ser, sem ter... Sem poder...
Heroína... Que diariamente trava batalhas pela sobrevivência dentro do próprio lar...
Esquecida... Pela justiça, pela vida... E que acaba por se tornar um...
Ramo seco...
 Esquecido no campo da violência...
Sem vida, sem ar, sem chão.
Bay. Ahtange Ferreira.

3 comentários :

  1. OI minha flor!
    Indiquei vc para selinho no meu blog ;)
    Ah achei mt fofo os textos para nós mamães...
    lindo!

    abraço de urso!

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  2. Oi minha querida obrigada vou lá.
    Bjinhos.

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  3. AHTANGE QUERIDA
    LINDO SEU TEXTO - TRISTE, SOFRIDO...MAS LINDO
    EXPRESSA BEM VOCÊ !!!!
    BEIJO GRANDE E FELIZ DIA DAS MÃES
    SIMONE.

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Olá, este é um sonho estou lutando muito para torná-lo uma realidade. Dê sua opinião, critique de forma construtiva.
Obrigada, um abraço indelével.
Carinhosamente Ahtange.