Separação... Divórcio e os prejuízos para a mulher....

Sempre me pergunto porque o fim de um casamento quase sempre trás maiores consequências para a mulher?
Vou postar pequenos relatos de uma mulher que sai de um casamento de 13 anos.
Vou chamá-la de Helena..., Mas pode ser, Andréa, Amanda, Raquel, Karla e tantas outras que neste instante estão sendo traídas, espancadas, e até mortas por um canalha que por ser homem julga-se com tais direitos. Está na hora de darmos mais atenção a violência psicológica, pois esta mata tanto quanto a violência física. Aí está  um pouco da realidade da mulher em todo mundo.
Dezembro de 2008, Mais um ano se foi, e com ele desejo que se vá minha dor. Desejo tanto me libertar desse sofrimento. Agora meu marido está lá na sala eu no quarto passa de meia noite. Já é um novo ano e eu aqui com os velhos sofrimentos.
03/01/2010
Terceiro dia de um novo ano e para meu desespero as mesmas tristezas, dos últimos anos...
Ano passado foi tão terrível que nem tive coragem de registrar.
A indiferença do meu marido me mata cada dia um pouquinho, por mais que eu tente não posso deixar de sentir essa dor, a traição dele ainda me açoita as lembranças, 9 anos se passaram e ainda dói tão fundo lembrar daquela mulher...
E hoje ela tem outro rosto, outro nome porém a dor que me causa é a mesma. Quando em casa ele é apático, sua atenção é pra tv e computador. Durante a semana de segunda a quinta o trabalho de sexta a domingo os amigos o futebol e as amantes. Eu não existo pra ele, me ignora e me usa de quando em vez.
Me sinto feia desprezível a pior das mulheres. 
Março de 2010
É sempre igual, ele chega do trabalho e vai para o pc, por volta das 23h vai para o quarto e dorme como se eu não estivesse lá. Não se interessa por nada nem por mim, filhos.
Isso me destrói a alma, sinto uma revolta um desespero que chega a doer fisicamente.
E sempre a mesma pergunta, porque tanta maldade?
Meu fim de semana ...

Sexta a noite por volta das três..
__ Estou com meus amigo e a vagabunda é claro. Risos do outro lado, desliga.
Isso depois de uma discussão e muita humilhação.
No domingo dorme até a tarde isso quando volta pra casa, futebol...
A noite.
__ Tenho que dormir porra!!! Trabalho amanhã esqueceu que alguém tem que botar comida em casa?
 E mais um maldito ciclo que não acaba gira, gira e apenas eu sofro. E o interessante de tudo é que eu sou culpada. Não sei agir, devo ter paciência um dia ele para. Quando? Quando for velho? cheio de dores?
E eu perder todo o vício e beleza? Porque tenho que esperar? Porque ele não pode pensar um pouco em mim?
A outra sim merece respeito, declarações de amor, por ela ele sai do trabalho no meio da tarde para andar descalço na praia ao entardecer. E quando volta para casa eu tenho que está sorridente com a casa limpa e o jantar pronto.
Me olho no espelho e vejo um farrapo de gente, sem brilho, sem cor, sem vida. Porque meu marido nunca foi meu sempre deus as outras o que sonhei para mim.
Noites e noites ansiei por um beijo um toque mais cuidadoso um sussurro no ouvido.
Mas eu não existia. Certa manhã quando ele saía para o trabalho, não falou comigo. Fui atrás dele.
_ É tão difícil para ti uma palavra de afeto um gesto de carinho é mais fácil dormi com uma vadia?
Ele me olhou com ódio, nojo e desprezo.
_ Isso é tudo que terá de mim.
Senti como se tivesse me dado um soco no estômago, parti para cima dele soquei seu peito ele se armou para me bater, nessa hora nossa filha entrou no meio com lágrimas nos olhos gritou.
_ Para mãe!! Não aguento mais isso.
Minha filha tem 10 anos e nesses 10 anos foi isso que ela viu.
Entrei em casa correndo eu queria morrer de tristeza, vergonha, dor e ódio.
E as coisas jamais mudaram... Então me apaixonei encontrei o homem dos meus sonhos...
E ousei sonhar ousei ser feliz... Passei a viver de sonho enquanto isso menos tempo ele ficava em casa e nos últimos meses saía na sexta pra retornar na segunda, por vezes embriagado e com cheiro horrível.
O casamento já não existia, na verdade acabou quando ele me deixou a primeira vez e foi viver com a amante... Os nove anos seguintes foram tormento, novas traições e mentiras. Ainda assim ele achava que eu tinha que aceitar e ficar quieta.
Mas descobri o verdadeiro amor e a ele me entreguei sem medo. Mas o destino não quis assim.
A separação que já existia no interior do quarto finalmente aconteceu. E ele me culpou, sempre traiu, mentiu, enganou, era uma constante, ligações no celular de madrugada, mensagens de texto, ligações que eu atendi.
Ele foi visto com a amante, eu sempre soube que ela existia e ainda nega... E me culpa pela separação e tenta convencer minhas filhas deste fato.
Junho de 2011
Hoje estou só, vivendo de suas migalhas, humilhada, desempregada e sob constante ameaça.
Não posso provar as traições, não tenho marcas no corpo. Ele não me batia, mas me destruía  pouco a pouco as cicatrizes que trago na alma nunca vão sarar. Mas numa disputa na justiça ele se dará bem, tenho medo de perder minhas filhas, e meu pecado, amar e me deixar ser amada como toda mulher deveria ser. Me entreguei ao amor que ele deveria ter me dado, mas ele não me via.
A sociedade hipócrita fala e postula, liberdade direitos iguais, conversa fiada, balela. Até na lei que nos garante um mínimo de segurança  já estão a mexer e criar mecanismos para amenizar a pena dos canalhas, adultério deveria ser crime no Brasil, mas como? Se os que fazem as tais leis são adúlteros?Com a nossa política? Com os canalhas que governam e fazem as merdas das leis que nunca são cumpridas? Milhões de mulheres vivem  o que eu vivi e terminam como eu estou. E nada acontece, ao homem é dado o direito de trair, humilhar, enganar. Mas a mulher que ousa arrebentar os grilhões paga caro por isso e eu estou pagando um preço alto por querer ser feliz, por não aceitar mais traição.  Ele está lá com a amante rindo de mim.
Tirando das minhas filhas o direito de ter um pai, uma família. Será que existe justiça? Já não acredito.  

Sinto ásco por esse canalha que trai, mente, e se faz de vítima e no fim das contas de um jeito ou de outro é sempre a mulher quem sofre as consequências. 

Helena... 



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