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Violência contra as cidadãs é um ‘problema global’, diz relatório da ONU. Estupros e mutilações são frequentes
POR PÂMELA OLIVEIRA
Rio - Assasinatos mutilações genitais, espancamentos, estupros, casamentos forçados e ataques com ácido no rosto são algumas formas de violência impostas a mulheres em diversas partes do mundo. Os cinco países mais perigosos para as cidadãs foram enumerados em estudo internacional realizado para um site voltado ao aconselhamentos sobre direitos femininos. O topo da lista é ocupado pelo Afeganistão — onde a jovem Bibi Aisha, 18, teve nariz e orelhas cortados a faca pelo marido por ter fugido de casa. Depois, vêm República Democrática do Congo, Paquistão, Índia e Somália.
“A violência contra a mulher infelizmente é um fenômeno global.Humilhações de todo tipo ainda são praticadas”, afirma Rebecca Tavares, representante da ONU para Mulheres no Brasil e no Cone Sul. “Em vários países, a lei religiosa é que é reconhecida. No Afeganistão, por exemplo, leis justificam a violência”, afirma. Uma das formas de abusos destacadas no estudo é a sexual. A República Democrática do Congo, na África, tem 400 mil mulheres estupradas por ano. O problema, no entanto, não se limita à região. O ditador líbio Muamar Kadhafi está é acusado no Tribunal Penal Internacional (TPI) de ter ordenado que seus soldados violentassem as mulheres para conter os manifestantes que querem derrubá-lo do poder.

“O estupro continua sendo um problema muito sério e frequente. Ele tem sido usado como ‘arma de guerra’ para desmoralizar o inimigo, enfraquecer moralmente e destruir a estrutura familiar”, explica Rebecca. “Isso já aconteceu na Bósnia”, afirma. 

Após serem estupradas, muitas jovens são abandonadas ou mortas por suas famílias por ‘desonra’.
Na Somália, 95 em cada 100 sofrem mutilações 
Na Somália, 95 em cada 100 mulheres sofrem mutilação genital, a maioria delas entre 4 e 11 anos de idade , aponta a pesquisa. Segundo relatório da ONU de 2010, este tipo de mutilação “continua sendo largamente” utilizada, mas aparenta um leve declínio.
Em diversos países, a porcentagem de mulheres com idades entre 15 e 29 anos submetidas a este tipo de violência é menor do que entre as mais velhas, diz a ONU. No Quênia, por exemplo, 26% das mais jovens foram mutiladas. Entre as mais velhas, 43%.
ABSURDOS 
AFEGANISTÃO 
Além da violência, o serviço de saúde é precário. Afegãs têm risco de 1 a cada 11 de morrer no parto, diz a Unicef.
REPÚBLICA DO CONGO
Em média, 1.152 mulheres são estupradas diariamente. As congolesas são proibidas de assinar documentos sem autorização do marido.
PAQUISTÃO 
O país tem mais de mil casos anuais de “crimes de honra”.
ÍNDIA 
O aborto de bebês do sexo feminino é comum. Em 100 anos, 50 milhões de mulheres desapareceram.
SOMÁLIA Tem altas taxas de estupros e de mortalidade materna.


Assuntos relacionados:https://sites.google.com/site/cantocigano/espaco-mulher/violencia-contra-a-mulher.
Obrigada Cigano Luz pela partilha.


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