Instantes de mim...

Hoje revirando o baú encontrei-te, agora papel velho, esmaecido, com letras sumidas...
O brilhos nos meus olhos já não existe... Você se tornou inalcançável, inacessível...
Eis que o tempo se cumpre e a alma já não chora...
Ou se esqueceu de calar?
Assim...
Tua lembrança... Num bailar de folhas ao vento frio da chuva, escorre em minha face, para em meus lábios se perder...
Sigo sem ti... Por mim... Ora ficando, ora seguindo, e ficando pelo caminho de um Sol enegrecido pelo esquecimento. Tempo...
Que cura...
Renova...
Renasce das cinzas...
Quando...
Letras, pensamentos, sentimentos e lágrimas se fundem numa única vertente...
A saudade se torna insuportável...
Sinto como se no meu corpo alma não habitasse, mas um espectro, sem luz, brilho, vida...
O ar se torna insuficiente, a razão inexiste e todo o universo é regido por um rosto, sorriso,
Corpo, saudade do que ficou...
Do que nem aconteceu...
Do sonho, tatuado, impresso na pele, na alma... Inesquecível dor...
Quando o real te faz mal...
Quando um afago fere, escandaliza e já não é desejado, permitido...
Quando tudo que resta já não existe, e a fuga de si mesmo é o único caminho.
Sem volta, parada ou destino, simplesmente, caminho, longo, triste... Inevitável.
Caminhar... Tentar... Esquecer...
Morrer... Vivendo quando nada mais resta além de saudade...

Ahtange Ferreira 

4 comentários :

  1. Que lindo! Me fez lembrar dos poemas de minha irmã... lindo mesmo!!
    Bjs

    http://www.artesdosanjos.com.br/

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  2. Lindo amiga Ahtange, aliás, como tudo que você escreve. Passando para agradecer a visita e retribuindo o carinho. bjnhs.

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  3. Olá Jane,
    Bom ter você de volta.
    Bjos!

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  4. Olá Suely já estava com saudades.
    Bjos!

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Olá, este é um sonho estou lutando muito para torná-lo uma realidade. Dê sua opinião, critique de forma construtiva.
Obrigada, um abraço indelével.
Carinhosamente Ahtange.