04 agosto 2012

Fim do caminho

 Desde a mais tenra infância sonhamos com algo chamado amor e o encontramos em suas mais variadas formas.
Mais uma delas é a que mais nos toca e a que mais desejamos e a buscamos, em alguns casos por toda vida.  É o amor de um homem, nossa cara metade idealizado por toda mulher.
Aquele amor sonhado, pelo qual somos capazes de tudo e que é capaz de tudo por nós. Sempre que nos apaixonamos juramos ser aquele o tão esperado amor. O tempo passa e descobrimos que não era bem assim, choramos e juramos nunca mais nos apaixonar até cruzar com outro olhar, tudo recomeça até chegar o fim do caminho. ( alguns poucos duram por toda vida e além dela)
Millene sempre sonhara com um família linda e feliz uma casinha a beira do lago como descrito nos romances que lia.
O casamento chegou e com ele as decepções que aos poucos foram  destruindo cada sonho e as ilusões  se desfaziam. As saídas furtivas do marido que logo tornaram-se frequentes, as noites insones e atenta a qualquer ruído.
Lágrimas e solidão eram suas companheiras constantes num mundo  caótico de convenções e hipocrisias ditadas pela sociedade ainda mais caótica e hipócrita.
Millene morria a cada minuto de abandono, a cada afago negado, a cada beijo sonhado e que quando chegava era repleto de desprezo. Com o passar do tempo a dor foi se instalando e se tornando crônica deixando-a encarcerada, acorrentada pelos padrões "ditos" aceitáveis e passou a viver de aparência.
Nunca sofrera violência física no entanto as cicatrizes que se formavam em sua alma, essas que não se pode mostrar, nem vê, apenas sentimos. E como elas doem e machucam tão fundo.
 E no silêncio do abandono a mulher se arrasta por anos nessa prisão, por tantos motivos que aos olhos de alguns podem ser facilmente resolvidos. A verdade é que não é bem assim, um conjunto de fatores cercam esta mulher.




E acredite o processo é longo e ainda assim, na hora de tomar a decisão mesmo sabendo ser a mais acertada lhe falta a coragem, vem o medo dos rótulos a responsabilidade de cuidar dos filhos ainda mais sozinha.
O abandono total e completo... Quando esse medo é superado vem a fase do" vamos tentar de novo", mas por parte dela já não existe mais amor apenas a responsabilidade de manter unida a família já esfacelada pelas brigas. O sofrimento continua, uma nova fase que é tão triste quanto todas as outras, pois nesta fase a mulher já está completamente desprovida de sentimentos e os sonhos todos já se perderam em meio as suas dores e só lhe resta o silêncio quebrado apenas pelas lágrimas.


" É no silêncio de uma lágrima que grita mais alto o co-
ração" Ahtange Ferreira








Em muitos casos quando não suportam mais a morte da alma, matam o corpo.

http://www.ess.ufrj.br/prevencaoviolenciasexual/index.php/rede-de-servicos/161
Violência psicológica mata tanto quanto a violência física.
Comentem deixe sua opinião abrace esta causa, a violência doméstica é um problema social.

  — Meu Deus! Ele me ignora. Não acredito! Nem pa-
rece que estou prestes a dar a luz a um filho dele. Qualquer pai
estaria no mínimo preocupado – pensava estarrecida.
  Recostou a cabeça no braço do sofá e chorou. Jéssica e
Michael a olhavam assustados.
  — Mamãe dodói? – indagava Jéssica.
  Esther chorava ainda mais, diante dos filhos tão pe-
quenos, indefesos e desamparados. Ela mesma não tinha for-
ças e nem suporte físico ou emocional para ampará-los.
(Marcas Indeléveis pág. 134 )
MARCAS INDELÉVEIS trata da vida como ela é, conta a trajetória de Esther uma mulher que, desde criança além da dura realidade da pobreza de sua família depara-se com a rejeição e a falta de amor, marcada principalmente por um pai ausente, e constantes abusos, marcas que permeiam e interferem nas suas escolhas.
Na sua busca incessante por amor, carinho e felicidade: sentimentos simples que todos queremos, mas que na complexidade do ser humano acaba por envolvê-la em perdas e humilhações. Ódio, traição, culpa violência doméstica, estão presentes nessa história que poderia caracterizá-la simplesmente como um grande “drama”, mas que a meu ver infelizmente é o relato real da vida de muitas mulheres. Porém, por maiores que sejam as adversidades é possível readquirir o amor-próprio e, perceber que a vida é compreendida, olhando-se para trás, mas só será vivida plenamente, olhando-se para frente.
Portanto, Marcas Indeléveis é um alerta para pais e professores, que mesmo com a mídia postulando mulheres independentes, muitas ainda vivem trancafiadas no cárcere de suas próprias emoções e conflitos.

Uma estória emocionante por ser baseada em fatos reais, que levará o leitor ao submundo das emoções humanas.
http://modoeditora.com.br/loja/marcas-indeleveis






2 comentários:

  1. Infelizmente isso acontece muitas vezes e é por isso que cada dia mais as mulheres se retraem. Como você bem falou existe toda uma história por traz de um relacionamento e o medo é o pior inimigo nessas horas. Medo de não ter tentado mais uma vez, exatamente como no seu livro Marcas indeléveis.

    Bjos amiga!

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  2. Pois é Neivinha tenho conversado com muitas mulheres que colocam justamente esta situação.
    E as pessoas apenas julgam sem se colocar no lugar dela nem por um minuto.
    Bjos linda!

    ResponderExcluir

Olá, este é um sonho estou lutando muito para torná-lo uma realidade. Dê sua opinião, critique de forma construtiva.
Obrigada, um abraço indelével.
Carinhosamente Ahtange.

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