Valorizando o nacional

Olá meus queridos, lhes trago hoje o primeiro capítulo do meu novo trabalho.
Quero saber o que você acha, deixe sua opinião.
Capa: Denis Lenzi



Sinopse:
No psicopata o que predomina é a possessividade. Como eles são exímios egocêntricos e não sentem nada, eles não têm a insegurança típica de quem ama, mas sim um sentimento de posse, na qual a outra pessoa é vista como um objeto que é apenas dele e não deve ser dividido de forma alguma. Às vezes, quando eles demonstram afeto por alguém, ou é pura dissimulação ou um grande sentimento de possessividade por tal pessoa, o que faz frequentemente, a princípio, acreditarem que estão apaixonados, quando na verdade, não sentem nada mais que posse por tal pessoa. Alex vivia aparentemente um casamento feliz, até descobrir que Helena estava grávida, desde então passa a demonstrar sua verdadeira face violenta, cruel e assassina.


A todas as mulheres que viveram ou vivem com um psicopata.
A todas as mulheres que tiveram forças e coragem para se libertar e a todas as que não conseguiram e ficaram pelo caminho. 
A psicopatia é um distúrbio mental grave caracterizado por um desvio de caráter, ausência de sentimentos genuínos, frieza, insensibilidade aos sentimentos alheios, manipulação, egocentrismo, falta de remorso e culpa para os atos cruéis e inflexibilidade com castigos e punições.

Ahtange Ferreira


Capítulo 1

Helena sente com o passar dos dias, que o pouco sentimento que conseguira nutrir por seu marido, murcha como uma planta quando deixamos de regar.
E dentro de si, cresce o desejo de deixá-lo, mas ela escondia um grande segredo no mais íntimo do seu coração. Esse era um mundo perdido, mundo esse que existe dentro de toda mulher, um abismo profundo, desconhecido onde ficam sufocados os sonhos, os desejos mais íntimos e que jamais são revelados se não para as estrelas, num suspiro ou numa lágrima solitária. Já dizia Freud, a mulher é um continente obscuro”.


Helena é uma mulher aparentemente frágil, de sorriso fácil, a inteligência linguística era sua habilidade mais marcante. Atuava como consultora pedagógica, e fora convidada para fazer parte de uma ONG. Com umas amigas de faculdade, montara uma equipe de ação, dentro do grupo sua função era ministrar palestras nas comunidades a serem inseridas no projeto. Que tinha como objetivo dar apoio psicológico a mulheres vítimas de violência doméstica, bem como ajudar crianças com problemas de aprendizagem, cada vez mais comuns em lares desestruturados. Desde a faculdade gostava de trabalhar em projetos sociais do tipo.
Tudo ia bem, até um homem cruzar o seu caminho. No início, não o percebera em meio aos ouvintes, como o auditório já estava quase vazio, ele estava na última fila de cadeiras e a observava sem que ela percebesse, depois de muito pensar, ele se aproximou.
— Boa noite.
Antes de olhar para ele, Helena sentiu o coração gelar e por um momento pensou reconhecer aquela voz, estava sentada atrás de sua mesa, e levou alguns segundos para levantar os olhos. E quando o fez, não quis acreditar no que via.
— Como vai? Disse ele estendendo a mão.
— Olá eu... Eu estou bem e você? - Ela Respondeu tentando não desmaiar.
— Você demora? Quer carona?- Ele perguntou olhando-a nos olhos.
— Não tudo bem, eu estou de carro. Obriga
 Seus olhares se cruzaram, como duas setas mortais direto no peito, sem chance de defesa. Ele saiu, não antes de cumprimentá-la com um beijo no rosto e um aperto de mão.
Ela desabou na cadeira, pálida, sem palavras.
—Tudo bem Helena? - Perguntou Andréa sua colega de equipe.
— Estou só não esperava por esta.
— Está falando do professor Roberto? Você não sabe? Ele é nosso chefe imediato o responsável pelo escritório da ONG.
— Você só pode estar brincando, não pode ser.
— Qual é o problema Helena? - Questionou Andrea sem nada entender.
— Nenhum, está tudo bem.
Meia hora mais tarde ao se dirigir ao estacionamento lá estava ele, encostado em seu carro. Ela se aproximou, guardou na mala seus equipamentos. Carregava sempre um notebook e um data show. Tremia enquanto guardava suas coisas, mas queria e precisava não demonstrar seu nervosismo que beirava o desespero.
Deus o que eu faço?  Perguntava-se e temia o desfecho daquela história.
— Podemos conversar um pouco? Tem um restaurante aqui perto, podemos ir até lá e conversaremos.
— Não! Não posso! Não devo!
Helena respondeu sem nenhuma convicção. Ele chegou mais perto a segurou pelo pescoço, como se estivesse em transe, ela fechou os olhos e todo o corpo amoleceu, e ele a beijou como a primeira vez...
Quando ele se afastou Helena permaneceu de olhos fechados e os lábios entreabertos, ele sorriu e a beijou mais uma vez. Ela o enlaçou pelo pescoço e se entregou de forma infantil. De repente o empurrou, mas sentiu uma necessidade inexplicável de continuar entre seus braços, o calor do corpo, o cheiro, o desejava de maneira insana.
— Por favor, não pode ser. Disse assim que recobrou os sentidos.
— Helena, espera.
— Não Rob.
Ela parou, ele a abraçou por trás e a beijou no pescoço dizendo.
— Só você me chama assim, ninguém mais.
Encostada no carro ainda com a porta fechada, sentiu contra o seu, o corpo de Roberto, e teve o ímpeto de fazer amor com ele ali mesmo. Um turbilhão de emoções a devastou, ela fez um esforço sobre-humano para entrar no carro. Uma vez que sentiu contra suas nádegas a ereção que Rob fez questão de mostrar a ela. E saiu sem dizer nada.
Deus, não pode ser.  Como vou olhar para meu marido após ter beijado e desejado outro homem? E esse em especial.
- Pensava angustiada. Então a memória trouxe a baila o que vivera com Roberto há 15 anos. 


Espero que tenham gostado. Não deixe de comentar.



2 comentários :

  1. Esse é teu novo livro??? Olha, é muito importante forma como você trabalha abrangendo esses assuntos tão esquecido por muitos. A sociedade precisa saber sobre isso, precisa conhecer as verdades ocultas por trás de rostos bonitinhos.


    Beijos e saudades!

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  2. É sim amiga, principalmente nos dias atuais com a propagação das redes sociais, mesmo a pessoa pensando que está protegida por trás do monitor, seus sentimentos estão cada vez mais frágeis e vulneráveis a essas mentes doentias.
    Fico muito feliz com sua visita.
    Bjos!

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Olá, este é um sonho estou lutando muito para torná-lo uma realidade. Dê sua opinião, critique de forma construtiva.
Obrigada, um abraço indelével.
Carinhosamente Ahtange.