Valorizando o nacional





Olá mi amores, demorei um pouquinho para atualizar é que, como já disse ando trabalhando muito, graças a Deus claro. Hoje trago mais um escritor nacional e uma linda obra. Confira. 

 Valdir O. Ferreira


Vamos conhecer um pouco mais sobre o autor que carinhosamente nos respondeu algumas perguntinhas.
Olá Valdir, algumas perguntinhas apenas para conhecermos um pouco
 mais de vc e de sua obra.


1AF.    Fale um pouco sobre quem é o Valdir?
Sou um sujeito aparentemente calmo, tranquilo, mas é uma calma apenas aparente, porque na verdade sou bastante agitado e ansioso o que me dificulta, às vezes, expressar-me, dizer o que sinto. Posso dizer que sou uma pessoa intimista, introspectiva o que me favorece na hora de escrever, porém, esse “ostracismo” dificulta por vezes meu relacionamento com as pessoas.

2AF.   Quando e como você se descobriu escritor?
Desde adolescente sempre tive vontade de ser escritor. Eu lia muito e era comum me sentir fazendo parte das estórias que lia. Quando li “O Grande Gatsby” de F. Scott Fitzgerald, eu me envolvi tanto com o estilo do autor e com o clima criado por ele que comecei a escrever em cadernos, e as minhas redações do ginásio tinham o mesmo clima do livro “O Grande Gatsby”. Bem mais tarde, quando tive que atravessar uma tremenda fase de depressão em minha vida, resolvi ir colocando no papel tudo o que vinha sentindo. Desta forma, consegui juntar, inconscientemente, um farto material que seria usado posteriormente para escrever meus livros. Foi numa época em que usávamos agendas de papel muito mais que hoje, assim fui escrevendo nas folhas vazias de muitas e muitas agendas velhas. Algum tempo depois já recuperado, eu tinha ali muito material. Comecei então a escrever contos, autoajuda, crônicas e poemas, baseados nos “desabafos” que tinha anotado.  Daí não parei mais.
   AF.  Como você atravessou esse deserto que é a escrita, busca de editora, lançamento e divulgação da sua obra?
Não foi fácil. Como você disse é como atravessar um deserto mesmo. E o pior é que você faz isso sozinho. Escrever é um ato solitário no qual só existem você e seus personagens numa conversa, digamos assim, telepática e de muita cumplicidade. Eu publiquei o “Apanhado Amoras” e também outro romance chamado “A Voz do Vento”. Publiquei ainda um livro de contos com o título de “Estanho Embora Intimo” no Clube de Autores, foi ali onde vi, para minha surpresa um convite da Adriana Vargas para que eu enviasse o original do Apanhando Amoras para a editora Modo. Fiz isso e aí está, publicado. O lançamento foi na bienal de São Paulo e foi ao mesmo tempo maravilhoso e assustador. Tive o prazer de conhecer pessoalmente alguns autores da Modo, como a Fabiana, o Chaiene e a Adriana. Foi muito bom esse momento na bienal. Posso afirmar que ali me senti de fato um escritor.
   AF.  Vamos à obra: conte-nos o que o motivou a criação desse livro com uma temática tão envolvente? Não sei. O livro partiu de um fato real: a fuga de uma jovem de sua cidade e que nunca deu noticias de seu paradeiro. Um motivo que me inquietava, foi saber que em algum lugar nesse Brasil havia uma jovem que fugira de casa sem nunca mais dar qualquer noticias. Fiquei a imaginar o que poderia ter acontecido, por onde andaria, se ainda estaria viva, e assim por diante. No meu imaginário criei uma situação hipotética para dar vida a essa jovem. Não tenho nem ideia se de fato o que relato no meu livro é real ou não. Se a jovem teve o mesmo fim da protagonista, não sei. Mas aqui com meus botões, acho que sim. Foi a partir da daí que me dispus a criar os personagens e os argumentos para dar vida a essa estória que para alguns pode parecer piegas e melodramática, para outros pode parecer um tanto realistas demais, mas para o autor retratar essa temática representou vivenciar uma realidade bem próxima de nós.
   AF. Você envolve o leitor numa trama que instiga a continuação da leitura até a última página. Como tem sido a devolutiva dos seus leitores?
O leitor, apesar de saber o final do livro, porque no prólogo já se sabe qual vai ser o destino de Clarisse, reage positivamente. Algo o impele a continuar a ler e isso me deixa feliz, porque acho que consegui atingir meu objetivo, que era proporcionar uma leitura prazerosa, fazer com que o leitor se envolvesse na trama.
AF. Que outras leituras te envolveram para a composição de uma personagem como Maria do Carmo?
Maria do Carmo é uma jovem pobre, negra, portadora de HIV e sozinha, amiga de Clarisse, ela personifica o preconceito da sociedade do nosso tempo. Eu me inspirei para criar essa personagem justamente nas jovens que, sem nenhum apoio, são obrigadas a se prostituir ou então a se virar para conseguir conquistar seu espaço. Na verdade, acho não foi preciso me envolver em outras leituras para criá-la bastou olhar ao meu redor para encontrar dezenas de Maria do Carmo com seus anseios e suas dores.
AF. Perpétua em alguns momentos me causou arrepio, assim como o Eduardo fale-nos um pouco deles nessa perspectiva do sobrenatural.
Perpetua é uma mulher reprimida, estranha, sozinha e vingativa. Ela se julga a escolhida para ser o carrasco que selará o destino de Clarisse. Ela parece ter um pacto com “o coisa” e por isso a sua presença cria um clima de sinistro e de medo. Perpetua personifica o agente do destino (a Morte?) ela tudo fará para que Clarisse não se desvie de seu destino.
Eduardo é um homem contraditório e obcecado pela perda de um paciente. Ele é sensitivo e julga ver e ouvir vozes. Ele se envolve com a vida de Clarisse e vai à busca de explicações para as visões que tem com ela e ao mesmo tempo se empenha em descobrir a verdade sobre Clarisse.
AF. Quais os seus planos futuros? Temos algo sendo preparado?
Terminei um novo romance que é ambientado em dois momentos, um na década de 60 no auge da ditadura (AI 5) e outro nos dias de hoje. É um romance quase biográfico. Ele tem o título de “Antes que Termine o Dia”. No momento estou descansando do ato de escrever. Mas estou lendo, não consigo afastar-me das letras, rsrsrs.
AF. Suas considerações acerca deste momento literário no Brasil.
É um momento muito peculiar. Vejo a quantidade de novos autores surgindo e vejo também algumas editoras dando oportunidades a esses novos talentos, mas percebo que o retorno ainda não é suficiente. O brasileiro não está culturalmente preparado para ler autores nacionais, a não ser os já consagrados. Temos muitos escritores bons que precisam ser mais divulgados.  
AF. Deixe-nos um recado.
Estou muito feliz em poder falar um pouco de mim e do meu livro. Agradeço a você Ahtange e também a editora Modo por essa oportunidade. Gostaria de complementar dizendo: Nunca devemos abandonar os nossos sonhos. Às vezes nos esquecemos deles ou então os trancafiamos numa gaveta qualquer, mas eles permanecem vivos em nós. Vivemos de sonhos e de esperanças porque estes são pilares da nossa existência. Se não sonhamos ou se não temos mais esperanças somos vazios e sem vida. Sonhe mesmo que saiba que não poderá realizar-se. 

Julho de 2013


Agora vamos conhecer a obra:



Sinopse - Apanhando Amoras    

Clarisse, uma jovem sem maldade, aos 16 anos se apaixona profunda e prematuramente por Marcelo, um moço da cidade e, por puro capricho, decide seduzi-la. Eduardo, um psiquiatra angustiado por conflitos profissionais e conjugais, será uma peça importante no desenlace da estória de Clarisse mesmo sem conhecê-la. Atormentado por visões e sonhos onde vê a jovem com um bebê, tentando se jogar de uma ponte... Acredita conseguir mudar o destino de Clarice, empreendendo uma jornada em busca de informações sobre sua real existência, ao mesmo tempo em que tenta dar sentido a sua própria vida. Até que ponto a estória de Clarisse é real para Eduardo? Conseguirá ele salvá-la de seu destino ou tudo não passa de um simples pesadelo? 


Minhas impressões:
Lendo no ônibus indo para Barreirinhas, não queria perder mais um minuto.

Eu já desejava este livro tinha um tempinho então num estalo fiz uma proposta ao meu colega e ele para minha sorte topou no ato, no mesmo dia postou e logo recebi, mega feliz. Já tinha lido as resenhas e a cada uma eu me certificava que a trama me envolveria. Logo no início, a Clarisse me lembrou muito a Esther, personagem do meu romance MARCAS INDELÉVEIS, a trajetória da moça é bem complicada, o primeiro amor batendo fundo e levando-a por caminhos desconhecidos.



Marcelo sutilmente se aproximou dela e, quase tocando seu rosto, disse baixinho.

_ Nem o desabrochar da mais bela flor é tão belo como você! (pág 21)

 Uma menina pobre e ingênua se apaixona e é abandonada. Foge do preconceito, e tenta recomeçar, mas qual não é sua surpresa, descobre que seu pai morreu e se encontra sozinha, mais sozinha do que nunca... Então tudo acontece, e o destino a leva por caminhos tortuosos nos quais pouco a pouco sua inocência vai se perdendo em cada decepção.
Eu fiquei encantada com a escrita do autor, a sensibilidade das palavras a forma como ele transformava cada descrição em uma prazerosa viagem por entre serras, flores e amoras...

Toda a narrativa é envolvente, mas a cada nova situação Clarisse vai perdendo a inocência e a tristeza vai pouco a pouco tomando conta de seu coração, ela vai crescendo, mas não pude deixar de sentir sua dor e desilusão.  A saída de casa, a dor do abando é algo quase palpável, eu senti vontade de aconchegá-la em meus braços e dizer vai ficar tudo bem, mas eu sabia que não ficaria tudo bem... Não nesta situação.

Em meio a todos os infortúnios vividos por Clarisse apareceram os anjos, aqueles que Deus nos manda em nosso socorro....  O tempo em que Clarisse ficou no abrigo para meninas nossa! Foi dose, algumas histórias ali , como a da Valdirene, esta me tocou muito, o abuso sexual infantil é algo imperdoável,  e as sequelas deixam feridas incuráveis. Me emocionei, chorei com esse livro, a trama mistura em boa dose, romance, mistério, sim mistério  suspense e sobrenatural... 


Será possível uma visão, um sentimento inquietante no peito ser capaz de mudar um destino já traçado? 
Venha saborear algumas amoras e descubra o doce sabor desta aventura.
Uma leitura gostosa que te envolve desde o início e te embala por sentimentos e emoções fortes. Parabéns ao autor e principalmente a editora por acreditar, valorizar e e realizar sonhos. 

Meu caríssimo colega muito obrigada pela parceria, tive imenso prazer com a leitura e conhecer mais de você do seu trabalho foi muito bom. A você meu respeito e admiração.
A MODO http://modoeditora.com.br/ meu total agradecimento.
Bjinhosmi amores espero que tenham gostado. Até a próxima.

2 comentários :

  1. Ahtange, estou muito feliz. Esse post ficou "Divino". Parabéns. Vc é muito criativa e sensível. Fico emocionado com tanta gentileza.

    Muito obrigado.
    Valdir O. Ferreira

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  2. Meu querido amigo foi um grande prazer.
    Obrigada pela parceria, pelo carinho e por ter aceito minha proposta.
    Muita sorte, grande abraço.

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Olá, este é um sonho estou lutando muito para torná-lo uma realidade. Dê sua opinião, critique de forma construtiva.
Obrigada, um abraço indelével.
Carinhosamente Ahtange.