Valorizando o Nacional

Hoje trago mais um nacional que me surpreendeu muito. É do talentoso e fofo Denis Lenzi.
Além de tudo é um capista maravilhoso, assinou a capa de PSICOPATIA e vai assinar, Clandestino Amor, e Marcas II.

Nome: Denis Ricardo Lenzi
Pseudônimo: Denis Lenzi
Nasceu em: Blumenau/SC
Trabalha com: capista, videomaker, webdesign do CNA e escritor
Hobby: assistir seriados e filmes, ler livros, ouvir muitas músicas
Nascido(a) em: 5 de março
Vive com: esposa e uma yorkshire chamada Mia

https://www.facebook.com/denis.lenzi
http://www.clubenovosautores.net/#!denis-lenzi/caw1
http://www.denislenzi.blogspot.com.br/p/noticias.html



Vamos a entrevista:
1-      Quem é o Denis Lenzi? 
 Denis Lenzi é autor do livro “O Entregador de Bonecos”. É uma pessoa reservada, o tipo de pessoa que ouve mais e fala menos. Muitas pessoas disseram que Denis Lenzi é uma pessoa articulada e isso é bem verdade. Deficiente auditivo de nascença, mas pode ouvir um pouco e sabe falar.  Também faz sinais de linguagens para se comunicar com sua esposa, Maísa, que é surda também de nascença. Ele gosta de aprender coisas novas, principalmente na área de informática e audiovisual, ler livros de ficção e de fantasia, adora assistir seriados e quando tem tempo livre aproveita para escrever mais novas histórias.

2-      O que, ou quem te inspirou a escrever esta obra? Quanto tempo levou até finalizar e publicar?
 A personagem do livro, a avó de David, realmente existiu, só que com nome trocado. Ela foi minha vizinha que morava bem ao lado da casa dos meus pais e realmente fazia bonecos de pano. Havia dezenas deles. Graças a ela veio a inspiração para escrever a história sobre os bonecos mágicos e da jornada de David Forlin. O livro nasceu a partir do mês de julho de 1994 e foi concluído 14 ou 15 anos depois, pois houve muitas versões e vários nomes foram modificados. Em 2009, publiquei o livro de maneira independente pela Bookess que é uma editora sob demanda e a partir daí o livro foi ganhando, pouco a pouco, a atenção dos leitores.
3-      Durante a jornada desde a criação até a publicação quais foram as principais barreiras que você precisou superar?

 As rejeições das editoras para publicação do meu livro. A dificuldade de colocar livros nas livrarias físicas. O custo da gráfica para produzir grandes exemplares de livros. A falta de interesse dos leitores com livros nacionais, pois a maioria prefere as obras estrangeiras. Enfim, são muitos obstáculos para serem enfrentados. Ser escritor não é fácil, ainda mais no Brasil, em que o mercado editorial é bem competitivo. Se você realmente acredita no seu sonho e deseja realizá-lo, não importa quando e como, tem que acreditar nele e seguir em frente. Foi o que eu fiz.

4-      Como você vê a polêmica questão de mudança de editora e consequentemente mudança de capa? Você acha que isso seria um desrespeito ao leitor? 
 Não vejo isso como um desrespeito ao leitor, pois se a história permanece a mesma da edição anterior, são apenas novas correções, então não vejo problema se desejar alterar a capa e até mesmo a troca da editora. Muitos escritores fazem isso. O meu livro foi publicado de maneira independente pela editora Bookess, depois pela Perse, e logo em seguida foi editado pela Literata, que ficou por dois anos. Tenho que agradecer ao editor Eduardo Bonito pela oportunidade de editar a minha obra. Depois disso, tomei uma decisão: sair da editora desse ano e publicar por conta própria, abrindo uma nova editora usando o meu próprio selo para publicação das minhas obras, porém a burocracia para abrir uma editora e a falta de tempo me impediu ir em frente. Como eu trabalho sozinho o dia todo, desde a manhã até a noite, e durmo apenas seis horas, torna ainda mais cansativo para mim. Então decidi que era melhor publicar o livro por outra editora e foi aí que procurei a Modo Editora. Como a editora já tinha o conhecimento da minha obra e das boas resenhas que tenho recebido em relação ao livro, ela aceitou a publicação. A mudança da capa foi decidida por mim porque muitas pessoas acharam que o livro era de terror, por causa da capa sombria, mesmo sendo ela muito linda feita pela ótima e competente Marina Avila. Porém, a capa pode assustar aos leitores sem saberem ao menos o conteúdo da obra que é leve e mágico. Então eu decidi que era bom criar uma nova capa usando o meu talento e criar uma imagem que seguisse o verdadeiro espírito da história do livro.

5-      Sua narrativa mistura ficção e realidade e nos trás temas bem polêmicos e atuais como a violência exacerbada e a falta de amor ao próximo.  Como você vê as atuais organizações familiares?
E a perda dos valores passados pela família tem sido a causa de tais acontecimentos?

 Muito antes da era da internet e das redes sociais as pessoas, principalmente as crianças e adolescentes, interagiam umas com as outras, visitavam nas casas para brincarem de cartas, dominó, brinquedos e outros. Era a época de inocência. Porém foi a partir do final dos anos 80 para cá que as coisas começaram a decair. As crianças e adolescentes deixaram de serem inocentes se envolvendo com as bebidas, as drogas, as promiscuidades... E também com o surgimento da internet permitiu que as crianças e adolescentes acessassem facilmente aos sites de conteúdo adulto, dos jogos violentos, e até mesmo dos filmes violentos, pois elas são movidas pela curiosidade por sua natureza, porém sem consciência nos seus atos ou no que fazem com o uso da internet. E até mesmo as músicas são de cunho sexual que influenciaram e ainda influenciam as crianças e adolescentes, fazendo-as agirem como adultas, como dançar sensualmente (tal como o funk), fumar cigarro, bebidas alcoólicas misturadas com Coca-Cola. Agora, fiquei sabendo que o governo da Dilma está planejando distribuir cartilha de educação sexual para crianças que contém ilustrações explícitas e isso eu considero extremamente repugnante e doentio. A educação sexual deveria ser ensinada de forma mais educativa, leve e agradável, e não partindo de maneira mais explícita. Será um choque para as crianças e isso significa que a inocência irá parar de existir. Os valores morais que vivemos agora vão para o ralo.

6-      Foi interessante como cada boneco trás ao leitor uma nova história e em cada uma temática bem importante. Você vê sua obra como um conto de fadas moderno?

 Sim, eu considero o meu livro como um conto de fada moderno que mostra a nossa realidade e ao mesmo tempo eu trago um pouco de fantasia para preencher o mundo com amor, sonho e esperança. Eles têm sido muito ausentes no dia a dia. Eu sempre gostei desses tipos de elementos que se misturam entre a realidade e a fantasia. Os filmes de Tim Burton, Guilherme de Toro e Steven Spielberg foram os que me influenciaram a escrever esse tipo de estilo. 

7-      Já vi que David Forlin terá novas aventuras para quando podemos esperar?

 Muitas coisas vão acontecer no próximo livro que terá o subtítulo “Despedida da Inocência”. Não posso falar muita coisa sobre o novo enredo para não estragar a surpresa do que virá, mas posso adiantar que ele irá enfrentar ameaças ainda maiores que o primeiro e também irá encontrar pessoas fabulosas e seus grandes exemplos.


8-      Você é um talento indiscutível em matéria de capas, como você começou?

 Obrigado, Ahtange! Bom, eu já fazia várias versões de capas do meu livro “O Entregador de Bonecos” para Bookess e depois fiz algumas para amigos meus que faziam parte do CNA (Clube dos Novos Autores) e todos incentivaram para eu fazer o trabalho como capista. E foi aí que comecei a me interessar por esse trabalho, apenas para ver aonde isso iria chegar. E devo agradecer com todo coração a Adriana Vargas, a primeira que me incentivou a trabalhar como capista.

9-      Fale um pouco sobre seus futuros projetos.

 Pretendo escrever uma trilogia do “Entregador de Bonecos”, já que os assuntos trazem grandes abrangências, não somente pelos bonecos que ganham vida própria ou dos encontros com as crianças eleitas, mas dos fatos cotidianos, como a violência que vem ocorrendo dia a dia, as drogas, as promiscuidades infantis e muitos outros assuntos que retratem a nossa realidade crua e real. Há outro projeto no qual estou finalizando e reeditando uma obra voltada para o público adulto e que provavelmente assinarei com outro nome. Tenho muitos projetos em mente e espero colocá-los todos no papel. Ser escritor é isso mesmo, dá muito trabalho, mas ao mesmo tempo dá enorme prazer de escrever e imaginar as histórias.
10- Deixe um recado para nossos leitores.

Leia obras nacionais, incluindo a minha. Tenho certeza que “O Entregador de Bonecos” irá conquistar seu coração e despertar o seu sonho.  Eu quero agradecer às pessoas que adquiriram exemplares e que gostaram. Só por isso já me deixa muito satisfeito e que é um bom motivo para continuar a escrever o próximo livro. Muito obrigado por tudo!
A obra:
David Forlin é um sujeito cético, que desdenha dos bonecos mágicos e seus poderes. Porém, o destino faz dele a única ponte entre esses pequenos seres encantados, feitos de pano, e as crianças que terão suas vidas modificadas ao recebê-los. No decorrer de sua jornada, David também passará por uma grande transformação, que o leva a uma frenética busca de respostas, só reveladas nos últimos capítulos, onde todos, inclusive ele, se surpreenderão com sua verdadeira identidade e origem. Aventura, suspense, drama e episódios ora marcantes, ora perturbadores, enchem essa história de emoção. As crianças eleitas, assim como outros personagens igualmente marcantes, tocarão inevitavelmente o coração do leitor. Nos dias difíceis de hoje, é um bálsamo poder abrir este livro de Denis Lenzi, nos breves os momentos de lazer e repouso, e se deixar convencer de que nossos sonhos se tornam realidade à medida que acreditamos neles. Para descobrir os bonecos encantados que o mundo esconde, basta abrir o coração e sonhar.


Minha impressões:
 Eu tinha uma ideia completamente diferente deste livro não fazia ideia dos caminhos que seguiriam o jovem David Forlin, de 22 anos, que perdeu seus pais num terrível acidente e foi morar com sua avó, dona Elena uma meiga e bondosa senhora que cuida do neto com todo amor que é capaz. Tendo sempre uma palavra nas horas certas. 
_ David, meu querido, você precisa deixar o passado ir embora, pensar nas coisas boas que estão por vir. Deve seguir com plena confiança, a trajetória de sua vida conforme ela se apresenta.( pág 25)
Esta avó dedicada avó cuida do neto com todo carinho e logo depois que David completa 22 anos um trágico acontecimento muda completamente sua pacata vida, começa então a grande aventura que se inicia com  uma missão dada por sua querida avó. Com o coração ferido por uma desilusão amorosa David resolve cumprir a tal missão e ai o leitor é surpreendido a cada página. Cinco bonecos, cinco crianças e cinco aventuras de tirar o fôlego. Quando pensamos que tudo estaria mais ou menos resolvido, nossa! Que susto! Que medo que eu senti, foram momentos aterrorizantes. Uma aventura que nos leva  a algumas reflexões e retomada de valores, onde o real e a fantasia se misturam de forma tão simples e tão complexa que nos tumultua os sentidos. Li uma resenha em algum lugar que classifica O entregador de bonecos como um conto de fadas moderno, concordo é assim mesmo.
Uma aventura surpreendente de amor, doação, superação e acima de tudo uma reflexão para o leitor a cerca de fazer o bem  e propagar a paz. Parabéns ao autor pelo belíssimo trabalho e obrigada pela oportunidade de conhecer e viver esta linda aventura.

Querido muito obrigada pelo carinho, amei constatar o que já sabia sobre você.
Então meus queridos espero que tenham gostado.
Até a próxima.

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