Valorizando o nacional

Olá meus queridos, demorei um pouco para atualizar, mas cá estou. São muitas atribuições e o tempo acaba ficando pouco.
Trago desta vez uma autora que tive o prazer de conhecer este ano na Bienal de São Paulo e foi assim, amor a primeira vista.

Esta é  Luciane Vieira Z
Vamos conhecer um pouco mais desta linda e carismática autora.

1- Conte-nos.  Quem é a pessoa por trás das páginas?

Eu! rsrsrs, brincadeira. Eu sou uma pessoa simples igual a todo mundo, adoro ler um bom romance e sempre me apaixono nos livros.

2- Quando tu descobriste o talento e o gosto pela escrita?

Eu sempre pensei em escrever, na primeira tentativa não consegui dar continuidade só consegui concretizar este desejo a quatro anos, por causa de uma fratura no pé.



3- Como os leitores encaram o fato de tu escreveres um romance com cenário tão distante?

O cenário do Antigo Egito encanta as pessoas, a maioria dos leitores fica surpreendida e diz que nunca haviam lido nada que se passa neste cenário antes, outros tem um certo receio achando que vão encontrar uma linguagem bíblica no livro, tem medo de não conseguir contextualizar, mas a história tem uma linguagem simples, divertida e tensa, rsrsrs as duas coisas ao mesmo tempo.   
     
4- Que outras leituras te inspiraram escrever Fascínio Egípcio?

Sempre gostei de textos apócrifos, aquelas histórias não confirmadas pela igreja, tem muitos destes textos sobre o Antigo Egito, além da história de José do Egito, do Faraó Aketaton, de Tutankamon e da mitologia grega.

5- No decorrer da história percebemos que tu te preocupaste em mencionar coisas bem peculiares da época, como os sacrifícios aos deuses, costumes e algumas práticas próprias daquele povo. Foi complicado usar tais elementos e ainda tornar a história atraente?

Não senti esta dificuldade, sempre que eu pesquisava e encontrava algo interessante e diferente na tradição dos antigos egípcios eu já imaginava onde aquilo entraria na história, era muito imediata esta resposta do meu cérebro acho que devido ao fato da história estar rodando na minha cabeça o tempo todo e surgia o pensamento, “os leitores vão amar isto”, rsrsrs, foi muito enriquecedor escrever Fascínio Egípcio. O mais complicado de tudo foi entender como era o pensamento da época, tem muita coisa que eu pesquisei que não entrou no livro serviu para compor a personalidade dos personagens.

6- Quais os teus planos futuros?

Publicar o Fascínio Egípcio II, que está concluído; uma história adolescente que eu ainda não posso dizer o nome, que fala de drogas, álcool, rachas, escola e muito mais, esta também está concluída; publicar Divino & Profano que era um conto e se tornou um livro devido ao pedido dos fãs do pirata Davy Jones; publicar uma história erótica, que estou concluindo. Em resumo publicar, publicar e publicar, rsrsrs.   

7- Como foi publicar teu primeiro livro, emoções, aflição, espera. Conte-nos como atravessou esses momentos.

Eu acho que dei sorte com meu primeiro romance, uma amiga me avisou que três editoras estavam pegando originais, eu ainda resistia em publicar o Fascínio, mas resolvi mandar e recebi retorno positivo das três. Depois vieram as etapas de correção ortográfica, diagramação e escolha da capa, tudo era uma novidade, mas algumas etapas são bem cansativas e por fim o lançamento que pareceu demorar uma eternidade, rsrsrs, sou muiiiito ansiosa. Por fim o MELHOR de tudo: os leitores, nossa é incrível receber o retorno deles é simplesmente sensacional e indescritível a sensação quando alguém diz que entrou na história, riu, chorou e se apaixonou.

8- O que dizer do cenário que se desenha hoje na literatura nacional?

A expansão das redes sociais tornou o autor nacional visível, mas ainda é difícil. Acredito que estamos presenciando a grande virada da literatura nacional, costumo usar como exemplo as rádios, não faz muito tempo elas só tocavam  músicas estrangeiras este cenário mudou completamente e eu acredito que isto está prestes a acontecer na literatura.

9- Conte-nos uma curiosidade sobre Fascínio Egípcio.

Não comecei a história pelo começo, kkk, escrevi vários trechos antes de ir até o primeiro capítulo e iniciar a saga de Naia, então eu tive uma grande colcha de retalhos para costurar.  

10- Deixe um recado para os leitores.

AMO VOCÊS, mesmo os que brigam comigo por causa do destino dos personagens, mesmo os que deixam recado todos os dias no inbox pedindo o segundo livro ou enchem minha caixa de e-mail e mesmo os que me ameaçam com pás e sacos pretos, rsrsrs, o carinho de vocês faz com que persista apesar de todas as dificuldades.


Sinopse:

No cenário do Antigo Egito, as vidas do príncipe herdeiro e da filha do sacerdote do deus Amon se cruzam, seus pais disputam poder na cidade mais importante do Egito. Ele criado para governar o país, ela retirada pela mãe de uma vida de conforto e luxo é criada escondida em uma vida de muitas dificuldades. A vida de Zeq é marcada pela crença popular que ele é filho de um deus e a vida de Naia é marcada pela descrença desde que a mãe mentiu ao dizer que seu pai estava morto, mas sua mãe na eminência da morte faz uma revelação, seu pai está vivo e lhe entrega uma prova disso. Preocupada com o estado da mãe e sem recursos ela comete um ato desesperado e furta alguns alimentos, na fuga é presa por um guarda do Faraó e levada ao calabouço. O que o futuro Faraó do Egito não imaginava é que ficaria fascinado pela beleza e personalidade da jovem. Naia tem o curso de sua vida drasticamente alterado, pois não sabe se odeia ou ama Zeq e terá que decidir se vive esse amor conturbado e assume a responsabilidade de se tornar a Princesa do Egito! Enquanto ela luta para definir seus sentimentos, tem que enfrentar traumas do passado, desconfianças e inimigos que tentam a todo custo atrapalhar seu relacionamento com Zeq.



Minhas impressões da leitura: 

Bom meus queridos, confesso que fiquei um pouco chateada...  Calma! Foi comigo mesma (rsrr) sabe quando tu termina um livro e se pergunta, porque eu demorei tanto para conhecer esta história? Pois bem, foi assim que me senti. A história tem uma narrativa leve, gostosa que prende o leitor. A cada página, logo no início conhecemos a doce Naia, moça muito pobre, vivendo em difícil situação, sendo obrigada a roubar alimentos para sua pobre mãezinha. Então foi presa pelo chefe da guarda de Faraó e ai seu destino muda completamente.  Ao se deparar com o garboso príncipe Zeq, a moça começa a experimentar  sentimentos que a confundem e a levam por caminhos, digamos assim, cheios de encrencas... Confesso que em alguns momentos eu gritei com ela, eu quis bater na criatura, ela mal sai de uma encrenca e já tinha outra prontinha.  Eu pensei, esta pessoa só pode ser parente de Esther, nunca vi igual para meter-se em encrencas.  Levando-se em conta que o lindo príncipe, não é exatamente cavalheiro e romântico, a coisa fica realmente feia em alguns momentos. E se não fosse o amigo e fiel escudeiro chefe da guarda real Armais, eu nem sei como seria a vida desses dois. A chegada de Roant, esposa de Armais a vida de Naia foi muito bom até que a amizade fica estremecida... Porém, o amor acaba por vencer o ódio, a culpa e tudo o mais.
Confesso que os caminhos trilhados pela princesa não foram os mais fáceis, pois, o sentimento embaralhado quando envolve amor, ódio, paixão e ciúmes tudo é possível. A autora me surpreendeu em alguns temas, que de fato eu não esperava encontrar no meio da trama, sutilmente abordado, com inteligência e muita sensibilidade.  Eu me apaixonei pela narrativa gostosa e as pitadas de humor, sim Zeq é uma figura, pobre Armais. A história segue e as coisas vão se complicando, Zeq atormentado lutando em meio ao amor e o ciúme torna tudo mais difícil. Como se não bastasse ainda temos um elemento em meio a tudo, o tio Rui, criatura maléfica e peçonhenta... E foi então que  o meu coração se parte em mil pedacinhos :(  Porque? Ah... Isso só saberá se  fizer um passeio pelo Antigo Egito . Só te previno ter cuidado com uma serva e amante do príncipe Zeq, e pior que isso simpatizante e informante do tio Riu, para tu ficares atento ao nível de importância da pessoa na trama, ela em terras egípcias atende  por  Má Suprema. 

Esta mesma, nos dias atuais ela se chama Micheline Soares, não se engane com este sorriso bonitinho, observe a forma possessiva com que ela segura o livro, ops o príncipe? Em suas tramas para acabar com suas rivais ela usa pás e sacos pretos, deve ter estoque, pois a cada nova leitora o fascínio pelo lindo  príncipe só aumenta, aumentando também a fúria da Má Suprema.
Esta é Neith, um caso passageiro do príncipe Zeq, que desapareceu nas águas do Nilo, provavelmente surpreendida pela Má Suprema quando retornava a noite de mais um encontro clandestino com o insaciável príncipe. Reencarnou como Melissa Mackenzie, mas isso é outra história.  

Bem espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais desta talentosa escritora, que vem conquistando mais e mais leitores.
 Lu, obrigada por responder a entrevista, por ter sido tão fofa e principalmente por me deixar fazer parte da tua vida, pois da minha nunca mais sairá. Que venha Fascínio II.
Bjos!

5 comentários :

  1. Depois dessa resenha maravilhosa, já fiz um novo estoque de sacos pretos e comprei uma pá novinha! Parabéns, minha querida Ahtange e minha sogrinha Luciane! Sucesso a vcs duas!!!!bjs.

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  2. Ahhh ter te conhecido foi um lindo presente. Esta foi uma forma carinhosa de dizer como leitores como tu, fazem a diferença em nossas vidas. Obrigada por simplesmente existir.
    A ti todo meu carinho.

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  3. Ahtange eu ri muito com a resenha,ficou maravilhosa, até a Má Suprema gostou, rsrsrs. Você fez bem em prevenir os novos leitores de Fascínio Egípcio para terem cuidado com a pá e os sacos pretos.

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  4. Ahtange eu amei a resenha e ri muito, até a Má Suprema gostou, rsrsrs. Você fez bem em prevenir aos novos leitos de Fascínio Egípcio para tomarem cuidado com a pá e os sacos pretos.

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  5. Estou louca de vontade de usar a pá...

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Olá, este é um sonho estou lutando muito para torná-lo uma realidade. Dê sua opinião, critique de forma construtiva.
Obrigada, um abraço indelével.
Carinhosamente Ahtange.